Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008
CANDIDATURA AVANÇA COM PROCESSO PARA TRIBUNAL
Esta candidatura considera que todo o processo eleitoral se pautou por uma manifesta falta de independência e imparcialidade dos respectivos órgãos que, desde sempre, estiveram controlados pelos actuais corpos dirigentes.
José Correia Azevedo relembra ainda que todos os esforços feitos pela candidatura para contactar com os membros da Ordem foram anulados por “um recurso fundamentado numa desculpa irracional de violação dos dados individuais”.
A candidatura salienta ainda que os votos por correspondência não foram recebidos em condições de total inviolabilidade, pois não ficaram retidos nos correios, nem houve qualquer tipo de controlo por parte das restantes listas concorrentes. “Estiveram sempre sob a alçada da Lista D”, garante José Correia Azevedo.
Estes são alguns dos pontos que, em conjunto com muitos outros, serão parte integrante do recurso que a candidatura de José Correia Azevedo fará seguir dentro de dias para o Tribunal Administrativo solicitando a anulação do acto eleitoral de 13 de Dezembro e apelando à sua repetição.
Recorde-se que a candidatura apresentou também um recurso dirigido à Mesa da Assembleia-Geral da Ordem dos Enfermeiros solicitando a repetição do acto eleitoral, cuja resposta foi de que este “não seria o órgão mais indicado a quem dirigir este recurso”.
Sábado, 29 de Dezembro de 2007
Recurso...
Presidente da Mesa da Assembleia Geral da
Ordem dos Enfermeiros
Av. Almirante Gago Coutinho, 75
1700-028 Lisboa
JOSÉ CORREIA AZEVEDO, identificado no processo eleitoral, como candidato a Bastonário, lista C, vem apresentar
RECURSO
Das deliberações da Comissão Eleitoral, sobre as irregularidades detectadas, na Mesa da Assembleia da Secção Regional do Sul, pela Comissão de Fiscalização, constantes dos seus Relatórios, de 15.12.2007 e 17.12.2007, respectivamente (docs. 1 e 2), nos termos e com os fundamentos seguintes:
Nos termos do n.º 12 da “Organização do Processo Eleitoral”, a Comissão de Fiscalização integra um membro proposto por cada lista concorrente.
O membro proposto pela lista do Recorrente, a lista C, era, precisamente, o seu mandatário, Enf. Serafim Figueiral Rebelo.
As irregularidades detectadas, constantes dos Relatórios acima (docs. 1 e 2), que se dão por reproduzidas para os devidos e legais efeitos, “...que pela sua importância no apuramento dos resultados...”, são de gravidade tal que, no entender do Recorrente, devem conduzir à repetição do acto eleitoral.
Nos termos da alínea f) do n.º 16 da “Organização do Processo Eleitoral”, compete à Comissão Eleitoral “...Apreciar os relatórios das comissões de fiscalização...”.
Ora, nas “apreciações” da Comissão Eleitoral não foram tidas na devida conta as tais irregularidades, que, no entender da Comissão de Fiscalização, eram, e são, importantes para o apuramento dos resultados, pois que promoveu a publicação, em 19.12.2007 dos resultados provisórios apurados, isto é,
“...Não havendo recursos pendentes, a mesa da assembleia geral procederá ao apuramento final dos resultados da votação para os órgãos nacionais...”, ou seja,
Não tendo sido previsto o recurso das deliberações da Comissão Eleitoral adentro das estruturas do Ordem dos Enfermeiros, correr-se-ia o risco de considerar inócuas as funções da Comissão de Fiscalização, transformada num órgão inútil.
Ora assim não é (e a sua constituição, aglutinando representatividade, dá-lhe uma legitimidade acrescida), nem deve ser, e as “apreciações” da Comissão Eleitoral sobre as questões levantadas nos Relatórios da Comissão de Fiscalização devem ser sindicadas.
É à Mesa da Assembleia Geral que cabe essa tarefa, antes de proceder ao apuramento final dos resultados da votação.
Assim sendo,
- deve o presente recurso ser recebido, considerado pertinente, procedente e provado;
- deve ser feita a avaliação das apreciações da Comissão Eleitoral sobre os Relatórios da Comissão de Fiscalização da Assembleia da Secção Regional do Sul acima mencionados;
-deve ser feita a avaliação das irregularidades constantes dos referidos Relatórios e, finalmente, como se impõe pela evidente gravidade dessas irregularidades,
-deve ser determinada a correspondente repetição do acto eleitoral.
P. E. D.
Porto, 27 de Dezembro de 2007
Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007
Eleições – Resultados
Queremos desde já deixar bem claro que, independentemente dos resultados oficiais, iremos contestar todo o processo eleitoral, desde a sua concepção, ao modo como o acto eleitoral decorreu, incluindo a forma como os votos, quer presenciaias, quer por correspondência, foram controlados.
Em breve serão aqui colocadas as anomalias detectadas. Seja quem for declarado vencedor, todo este processo em nada dignifica nem a enfermagem nem ninguém.
Queremos também e desde já expressar os nossos agradecimentos a todos os que nos apoiaram nos seus locais de trabalho, ou aqui, como é o exemplo de alguns blogues que constam na coluna à direita. Esse apoio é um incentivo para que continuemos o nosso trabalho em prol da Enfermagem, porque fazê-lo é afirmar a dignidade de cada Enfermeiro.A nossa tarefa não terminou.
Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007
Os insultos…
Não é nosso timbre usar de golpes sujos para insultar outros concorrentes. No entanto, o mesmo não se verifica do outro lado. Vem isto a propósito de um mail insultuoso que foi posto a circular entre os enfermeiros.
Infelizmente, é fácil denegrir, sugerir, sem quaisquer provas. Mas, para quem quiser verificar o que se passou com o “palácio” de Francelos, bastará ir à Câmara de Vila Nova de Gaia ou ao Tribunal de Gaia ou ainda à Junta de Freguesia de Valadares e poderá tirar as suas próprias conclusões, sobre as negativas da Câmara ou Junta de Freguesia para autorizar as obras de adaptação do referido “palácio” aos fins a que se destinava. Foram quase vinte anos de projectos recusados, de lutas e sacrifícios inglórios.
Teriam assim as provas… mas como essas provas não sustentam os seus insultos…
“A canalha não atira pedras às árvores sem fruta”, diz o adágio
O Fecho da Campanha
A campanha está a atingir o seu termo. A roleta vai andar. Seja qual for o numero, onde pare, já há um vencedor seguro: a Enfermagem, vestida com o seu novo paradigma.
Servir esta Enfermagem sempre renovada, tem sido a paixão mais serena da minha vida profissional.
Percorri o país. Não tendo possibilidades materiais e humanas de ir a todos os locais, entre os quais destaco o misero contributo da Direcção da Ordem, cuja verba para a campanha dos concorrentes externos, não dá para encher 3 depósitos de gasóleo, fui sorteando os locais de onde podia escutar o corpo, a alma e essa mais qualquer coisa: o espírito novo duma Enfermagem sedenta de justiça e pronta para mudanças estruturais.
O rosto dos mais novos, iluminando-se com um olhar de satisfação, por me verem; o dos menos novos, por me reverem.
Em cada hospital, em cada centro de saúde, por onde passei fui sepultando a espisteme ou paradigma caduco.
O desejo de mudança é a nova episteme. As desculpas falidas e enganadoras, já não resolvem os problemas novos com que a Enfermagem se debate.
As manifestações de carinho e apoio, para com o novo paradigma, que emerge, deram-me a certeza que o dia 14-12-2007 assinalará a implantação dessa nova visão da problemática da Profissão.
Encontrei uma disponibilidade visível e contínua para a mudança e para enterrar um passado demasiado incómodo, finado.
Não faltaram bicos de papagaio esmossados na couraça da nossa indiferença. Não era a mim que tentavam insultar, mas à Enfermagem.
Vestidos de “velhas do restelo” agarram-se a um passado moribundo, com medo do Futuro que se desenha esperançoso para os Enfermeiros.
Alguns caluniadores de serviço ficaram desapontados com o nosso desprezo, pelo que disseram. Pobres de espírito, exageraram tanto, que se denunciaram, demonstrando que não são Enfermeiros.
Onde o estertor da morte do paradigma moribundo se notou mais foi no Hospital Santa Maria. A tentativa de nos esconderem numa acção de campanha da concorrência, qual canto do cisne fracassou, em pleno. Num ápice, ao contactarmos com os votantes, verificamos o sentido da manobra de diversão que nos foi montada. Foram eles que pegando no material da nossa campanha, enganaram o hospital com ela. Foi uma reacção de pujança e cheia do novo espírito.
São gestos destes que nos transmitem a certeza de estarmos no bom caminho e nos fazem sentir o peso da responsabilidade de dar corpo a esse novo espírito, a esse paradigma jovenzinho, que temos de alimentar para crescer depressa.
Pela nossa querida profissão, muitos obrigados.
Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2007
Crimes...
Na sequência da notícia publicada hoje no jornal Correio da Manhã, com o título “Criminoso, diz a Ordem”, José Correia Azevedo, candidato a Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, e tendo em conta o conteúdo e as declarações proferidas por alguns membros da Ordem dos Médicos, vem solicitar o direito de resposta
1 - Foi sem surpresa que detectamos uma opinião falaciosa dos membros da Ordem dos Médicos. Salvo melhor opinião não era necessário servirem-se dos Enfermeiros para eternizarem uma certa visão corporativista da sua profissão.
2 - Com efeito, o êxito do Suporte Imediato, do Suporte Avançado e do Suporte Básico de Vida, áreas essencialmente de enfermagem, fica a dever-se sobretudo a estes profissionais, já que os Enfermeiros foram os seus principais promotores e aperfeiçoadores.
3 - Quando um Enfermeiro se descontrola por falta de treino ou por qualquer outra circunstância, o doente ou morre ou fica muito maltratado. Experiência que só por si atesta o valor da enfermagem nestes suportes de vida.
4 - O caricato da peça jornalística a que me estou a referir, é o médico considerar o enfermeiro um cego e depois, por telepatia (telefone), fazer fé no diagnóstico da situação que o cego lhe transmite e com isso considerar salva a honra do convento.
5 - Como bastonário irei promover o debate e a constituição de protocolos para que o transporte de doentes seja feito com a segurança que os enfermeiros, mais do que qualquer outro técnico de saúde, estão habilitados a garantir.
6 - Outra curiosidade é a dos médicos não se preocuparem com o transporte dos doentes feitos por bombeiros, mas estarem agora preocupados com a garantia que os enfermeiros podem dar. Isto sim é crime. Mas nunca o facto de substituir bombeiros ou médicos por enfermeiros, pois cada um destes tem o seu lugar próprio e estou apto a demonstrar quais as vantagens de serem os enfermeiros a ocuparem-se do transporte dos doentes e do socorro pronto em situações de emergência. Estamos disponíveis para discutir em qualquer lugar com aqueles que têm opinião diferente.
Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007
Entraves...
Mas já começamos a pensar como o outro que dizia não acreditar em bruxas, mas que as há, há.